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quarta-feira, 10 de março de 2010

Navios-tanques estão roubando água da Amazônia

Terça, 09 de Março de 2010 11:15
Navios-tanques estão roubando água da Amazônia para levar para o Exterior


Escrito por Betobertagna.com

Além de o rio Madeira estar sendo destruído pela construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia, as águas que ele despeja no Amazonas estão sendo levadas para navios-tanques piratas que estão invadindo a região, fazendo o tráfico de água doce no Brasil para o Exterior.

Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água dos rios que formam o Amazonas, a principal vítima dos hidropiratas.

Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio e Caribe.

Nesse comércio, a nova tecnologia introduzida no transporte transatlântico de água são as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, explica a revista Consulex.

O transporte internacional de água também já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água.

Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa, Oriente Médio e Extremo Oriente, até para a China.

A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista diz: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”.

Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

Há três anos, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria.

A revista Consulex destaca que essa prática é ilegal e não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, pois as águas dos rios brasileiros são bens da União, assim como os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seus domínio, de acordo com a Constituição Federal, artigo 20, III.

Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União.

A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. O artigo da Consulex, assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, destaca ainda que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade.

“É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, diz a advogada

“A capacidade dos navios que usam a tecnologia das bolsas d’água é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce

TRÁFICO DE ÁGUA DOCE

A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

ÁGUAS AMAZÔNICAS

Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais.

Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local.

“Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.

A captação é feita pelos petroleiros principalmente na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá.

Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

ÁGUA MAIS BARATA

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia.

O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável.

“Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes.

ORGANISMOS VIVOS

O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro.

Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno.

Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos.

Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas.

Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

GUERRA POR ÁGUA

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura.

Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes.

Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio.

A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental.

Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos


FONTE: Da redação de NoticiaRo com base em informações de Chico Araújo/ Envolverde/Agência Amazônia/NoticiaRo.com

quinta-feira, 5 de junho de 2008

DIA DO MEIO AMBIENTE !!




Você sabe qual o tamanho do estrago que você causa ao ambiente?

Local: Brasília - DF
Fonte: WWF Brasil
Link: http://www.wwf.org.br/pantanal/default.htm


Neste dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a ONG WWF-Brasil lança oficialmente em seu site uma calculadora de "pegada ecológica". O conceito, criado na década de 1990 pelos especialistas William Rees e Mathis Wackernagel, ajuda a identificar a quantidade de recursos da natureza que usamos toda vez que fazemos compras, comemos, andamos de carro e assim por diante.

O tamanho de uma "pegada" varia de acordo com o país em que se vive. Os parâmetros analisados no cálculo incluem dados como o tamanho da população, a quantidade de florestas existentes no território, áreas de pastagens e agricultura, além das diversas formas de consumo dos habitantes

"Pesquisas mostram que o ser humano, atualmente, utiliza 25% a mais do que o planeta pode oferecer em recursos naturais", explica Irineu Tamaio, coordenador do programa de educação para sociedades sustentáveis do WWF-Brasil. Ou seja, precisamos de um planeta e mais um quarto dele para sustentar nosso estilo de vida atual.

No Brasil, o índice segue a tendência. Já nos Estados Unidos, o estilo de vida proporciona um impacto muito maior. "Se todas as pessoas do mundo tivessem os mesmos hábitos do americano, seriam necessários cinco planetas para nos sustentar", diz.

O cálculo da "pegada ecológica" pode ser feito no site www.pegadaecologica.org.br

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fim da fritura

Marina Silva pede demissão do Ministério do Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão nesta terça-feira (13/5) em uma carta destinada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a assessoria de imprensa do governador Sérgio Cabral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido e recebido a permissão para convidar para o cargo o secretário do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

O presidente do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), Bazileu Margarido, e o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, também se demitiram. A informação é da Agência Brasil.

O motivo do pedido de demissão de Marina Silva ainda não foi revelado, mas ele aconteceu depois de uma série de episódios em que a ministra entrou em atrito com outros membros do governo ou viu as teses que defende sendo questionadas.

Choques

Na semana passada, o Programa da Amazônia Sustentável (PAS) foi criticado por ambientalistas por, de acordo com eles, não trazer novidades importantes em relação à defesa da floresta amazônica e dar mais espaço a obras do que à preservação. A coordenação do programa foi entregue ao ministro dos Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.

Recentemente, Marina da Silva se envolveu também em uma polêmica pública com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que defendera a expansão do plantio de cana em áreas degradadas da Amazônia.

Em 2006, a área da ministra já havia sido alvo de críticas pela suposta lentidão do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) na concessão de licenças ambientais para obras de infra-estrutura.

Na época, ela disse considerar "errada" a idéia de tornar o Ibama mais flexível para facilitar o desenvolvimento econômico.

Repercussão

Marina Silva sempre teve grande prestígio no exterior, mais até do que no governo a que servia ou no Brasil. Na opinião do professor da London School of Economics (LSE), Anthony Hall, a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente afeta a imagem que o mundo tem do Brasil no que diz respeito às questões ambientais.

“Eu acho que sua saída vai ser interpretada como um enfraquecimento da preocupação do governo com o meio ambiente e com a conservação da floresta", afirmou Hall em entrevista à BBC Brasil

“Não sei se é verdade, mas será visto assim", afirmou Hall, especialista em desenvolvimento sustentável e pesquisador de questões ligadas à floresta amazônica há mais de 20 anos.

Considerada no exterior um símbolo da luta pela conservação da floresta amazônica, a ministra foi citada pelo jornal britânico The Guardian em uma lista das “50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta”.

Revista Consultor Jurídico, 13 de maio de 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008

WWF Desmatamento

A WWF fez um filme mostrando os efeitos do desmatamento na vida do planeta e que esse efeito dominó um dia pode voltar contra você.Conserve seu planeta enquanto ha tempo.www.wwf.org.br




Abr

sábado, 1 de março de 2008

“O mundo deve ajudar o Brasil”

“O mundo deve ajudar o Brasil”, diz parlamentar inglês sobre meio ambiente
Em 27/02/2008

Participante do fórum da Globe (Organização Mundial de Legisladores para um Ambiente Equilibrado) Malcolm Bruce, membro liberal-democrático do parlamento do Reino Unido, afirmou que o mundo todo deveria contribuir para uma política de meio-ambiente sustentável no Brasil. O evento ocorreu em Brasília e reuniu legisladores dos países do G8, do Brasil, da China, da Índia, do México e da África do Sul (o G8+5).
“O Brasil tem um ecossistema incrível, importante não somente para o país, mas para o mundo inteiro. O que deve ser feito é encontrar vias para o desenvolvimento sustentável dessas regiões. Eu acredito que, uma vez que a preservação do meio-ambiente brasileiro é tão importante para todos, o mundo inteiro deveria contribuir para essa preservação de uma maneira ou de outra”, afirmou o parlamentar em entrevista ao Contas Abertas. O que se vê na execução orçamentária do Ministério do Meio Ambiente em 2007, no entanto, são baixas aplicações. A pasta gastou apenas 50% do valor autorizado no Orçamento Geral da União de 2007. Dos R$ 2,8 bilhões previstos, apenas R$ 1,4 bilhão foi pago, incluindo a quitação de dívidas contraídas em 2006.
Programas importantes tiveram baixa execução, como é o caso do “Amazônia sustentável”, em que Estados e municípios onde a Amazônia Legal está localizada são estimulados a usarem recursos naturais de forma sustentável. Dos R$ 20,5 milhões reservados para o projeto, apenas R$ 10,5 milhões foram gastos em 2007, incluindo os restos a pagar. Outro programa que teve baixa execução foi o de “Zoneamento ecológico-econômico”, que promove divisão de grandes áreas da Amazônia com base em suas situações sociais e ecológicas. Trata-se de uma forma de consolidar o processo de ocupação e o desenvolvimento sustentável da região. Dos R$ 10,7 milhões destinados ao programa, apenas 12% foram utilizados, o equivalente a R$ 1,3 milhão.
Globe
Mais de 100 parlamentares de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, França, Japão, Rússia, Brasil, China, Índia, México e África do Sul se reuniram no Itamaraty esta semana, em Brasília. Foram debatidas metas de redução das emissões de carbono pós-Protocolo de Kyoto, exploração sustentável de florestas, biocombustíveis e aquecimento global. As discussões têm sido ampliadas e o Brasil é tido como fundamental neste processo. A intenção do grupo é elaborar um documento com sugestões a serem apresentadas na próxima reunião de cúpula do G-8, em junho, no Japão.
A senadora Serys Slhessarenko foi coordenadora da delegação brasileira que participou do evento. Ela afirma que “as discussões no Brasil tiveram três aspectos principais: o desmatamento evitado, o comércio de carbono e, sobretudo, os biocombustíveis.” Temas, segundo ela, que não são abordados pelo Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. “Os debates devem, possivelmente, seguir até 2012”, afirma a senadora ao se referir à data em que o protocolo deixa de vigorar.
Fonte: Contas Abertas

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Aumento de desmatamento na Amazônia acende sinal de alerta no governo

Publicada em 23/01/2008 às 20h33m - O Globo Online - O GloboReuters

RIO e BRASÍLIA - Dados preliminares divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o ritmo de destruição da Amazônia voltou a crescer nos últimos meses de 2007. Entre agosto e dezembro, foram desmatados 3.235 quilômetros quadrados de mata. Segundo o governo, a cifra é quatro vezes superior à do mesmo período de 2004. Não foram fornecidos os dados relativos a 2005 e 2006.

" Nunca antes detectamos uma taxa tão alta nesta época do ano "

- Nunca antes detectamos uma taxa de desmatamento tão alta nesta época do ano - disse Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornece imagens de satélite da área, em entrevista coletiva em Brasília.

Os números, que serão debatidos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, às 9h, em reunião no Palácio do Planalto, representam uma tendência "preocupante" de aumento, segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. De acordo com ela, no encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a fiscalização nos locais considerados mais críticos.

- O governo não quer pagar para ver. Não vamos aguardar a sorte, e sim, trabalhar para fazer frente a esse processo - disse a ministra.

Há poucos meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a redução do desmatamento em 50% entre julho de 2005 e julho de 2007, resultado atribuído à melhora na fiscalização da posse de terras e no combate a madeireiros clandestinos. Ambientalistas já vinham alertando que o recente aumento no preço de produtos agrícolas levaria a um aumento da devastação, devido à expansão da fronteira agrícola na Amazônia.

" O governo não quer pagar para ver. Não vamos aguardar a sorte, e sim, trabalhar para fazer frente a esse processo "

Segundo Marina Silva, o governo terá que correr contra o tempo para evitar que o crescimento das derrubadas se confirme no próximo levantamento anual, que será fechado em julho.

- Será um absurdo se retomarmos o padrão anterior de desmatamento - afirmou a ministra, após anunciar os dados do sistema Deter.

A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%). Entre as causas para o aumento, Marina citou a seca prolongada e uma possível influência do avanço da produção de soja e da pecuária nas regiões. Ela evitou responsabilizar diretamente as atividades econômicas, mas ao lembrar que a carne e a soja estão com preços internacionais favoráveis, afirmou:

- Não acredito em coincidências.

A ministra disse que será feita uma averiguação detalhada nos locais para um diagnóstico mais preciso:

- Faremos um zoom para verificar.

As derrubadas ocorreram em maior intensidade nos meses de novembro e dezembro. Nesse período, foram desmatados 1.922 quilômetros quadrados de floresta. De acordo com o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, municípios como São Felix do Xingu e Cumaru do Norte, ambos no Pará, e Comiza, em Mato Grosso, tradicionalmente apresentam altos índices de desmatamento.

Marina enumerou três fatores que devem reforçar a pressão sobre a floresta nos próximos meses: a seca prolongada, o aumento do preço nas commodities e a proximidade das eleições, que aumenta as resistências à fiscalização. A ministra admitiu que o governo pode mudar as políticas atuais de controle e fiscalização, que não foram capazes de evitar a nova alta do desmatamento na região.

- Nós tomamos um conjunto de medidas, mas as medidas não são infalíveis. Às vezes o médico faz o tudo o que pode pelo paciente, mas existem variáveis. Então ele vai mudando, ajustando a medicação. O que estamos fazendo é exatamente isso - disse.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Desmatamento Brasil

O homem é a principal causa do desmatamento ou destruição das florestas tropicais.

Os humanos estão cortando as floretas tropicais por muitas razões, incluindo:

  • Madeira para uso próprio (móveis, construção de casas, etc.) e madeira para fazer fogo;
  • Agricultura para pequenos e grandes fazendeiros;
  • Terra para fazendeiros pobres que não têm nenhum lugar para viver;
  • Pasto para a criação de gado; e
  • Construção de estradas.



Brasil evita emissão de 769 milhões de t de CO2

Brasil já evitou a emissão de 500 milhões de toneladas do dióxido de carbono (CO2) desde 2004 somente com a redução do desmatamento da floresta amazônica.
O Brasil já evitou a emissão de 500 milhões de toneladas do dióxido de carbono (CO2) desde 2004 somente com a redução do desmatamento da floresta amazônica, que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, apresenta taxa acumulada de 59% até agosto de 2007. A esses números devem-se somar os 269 milhões de toneladas evitadas ou a evitar até 2012 resultantes até agora de 255 mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) nacionais implantados de acordo com as normas do Protocolo de Kyoto. Os resultados passados do desmatamento e futuros de projetos produtivos (sem considerar eventuais novas reduções da derrubada de florestas) já somam, portanto, 769 milhões de toneladas não emitidas de CO2 ou seu equivalente em outros gases que causam o aquecimento global. A contribuição brasileira equivale a cerca de 20% de todas as emissões de gases estufa que os países industrializados terão de promover até 2012.
Depois de ver aprovada, ainda no âmbito de Kyoto, a proposta de criação do MDL, para que os países emergentes pudessem desenvolver e adotar tecnologias menos poluentes de produção, o Brasil propôs, na 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em dezembro, em Bali (Indonésia), a criação do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira, tamanha a importância da manutenção das florestas no combate ao efeito estufa.
Os dados mais recentes do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) registraram redução de 20% na taxa de desmatamento entre 31 de julho 2006 e 1º de agosto de 2007, o equivalente a 11.224 km2 no período.Desde março de 2004, a taxa do desmatamento registrou uma queda acumulada de 59%. Mas nos últimos meses do ano passado houve um forte aumento na derrubada de matas, levando o governo a adotar um plano com a participação de 13 ministérios, coordenado pela Casa Civil, de combate ao desmatamento a partir agora de 2008. O plano vai dar destaque aos 40 municípios detentores dos maiores índices de derrubada de matas, localizados no Pará, em Rondônia e no Mato Grosso.
O Ministério do Meio Ambiente espera, com o fundo de conservação, atrair recursos para transformar a redução das emissões por desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta. As iniciativas brasileiras buscam defender a manutenção do Protocolo de Kyoto depois de 2012, quando encerra o primeiro período de compromissos do tratado, com ajustes para tornar mais rígidas as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Vamos começar a "sujar" as mãos !! - Parte 2

Quem lembra desse post ?

http://plantarecolher.blogspot.com/2007/12/vamos-comear-sujar-as-mos.html

Já plantei umas 10 árvores sem sair de casa, com apenas 1 click por dia !
Em breve post com a"foto" da minha floresta ! :D !

Abr

Mapa - Bioma Amazônia

Conheça a Amazônia.
Bem legal !

Fonte : www.wwf.org.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Desmatamento na Amazônia é o menor desde 1992

Desmatamento na Amazônia é o menor desde 1992

O desmatamento na Amazônia entre agosto de 2006 e julho de 2007, estimado em 11,2 mil quilômetros quadrados pelo sistema de monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por satélite (Projeto Prodes), caiu 20% em relação ao período 2005-2006. Com isso, a queda acumulada registrada nos últimos três anos foi de 59%. A área degradada este ano é muito próxima da menor já constatada (11 mil km², em 1991) desde o início do monitoramento do desmatamento na região, em 1988.
O Pará foi o único estado que apresentou crescimento na taxa de desmatamento entre agosto de 2006 e julho de 2007. O crescimento da derrubada de árvores foi de 1%, chegando a 5,6 mil km². O Mato Grosso é o segundo com maior área desmatada (2,5 mil km²). Em seguida vem Rondônia, com estimativa de 1,5 mil km² de área devastada. Juntos, os três estados foram responsáveis por 85% dos desmatamentos no período.
*****
Viu como funciona ?
:D

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Plano detalha o custo para zerar o desmatamento

Plano detalha o custo para zerar o desmatamento
RAFAEL GARCIA da Folha de S.Paulo

Zerar o desmatamento da Amazônia em dez anos e manter a situação sob controle por mais vinte custaria US$ 257 bilhões, estima um relatório divulgado nesta segunda-feira (3) por cientistas brasileiros e americanos. Apesar de a cifra parecer astronômica, ela está dentro de uma ordem de grandeza que pode ser bancada por um acordo internacional que compense o Brasil por preservar suas florestas.

Para chegar a esse valor, os cientistas calcularam o chamado "custo de oportunidade" de deixar de lucrar com o desmatamento. Para cada região amazônica, os pesquisadores liderados por Daniel Nepstad, do Centro de Pesquisa de Woods Hole (EUA), calcularam qual é a atividade econômica mais rentável e estimaram os lucros para o período.

Dentro da proposta, um pecuarista que comprasse uma propriedade e quisesse desmatar 20% dela --o limite máximo permitido por lei na Amazônia-- receberia um valor equivalente ao lucro para deixar toda a mata em pé.

"Não é uma coisa relacionada a dar dinheiro para quem desmatou muito, e ilegalmente, para parar de desmatar agora", explica Paulo Moutinho, diretor de pesquisas do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que também assina o relatório.

O que os pesquisadores fizeram pela primeira vez foi um mapa dos custos de oportunidade na Amazônia, mostrando onde ele é mais caro e onde ele é mais barato. O trabalho revelou que apenas 6% das terras preservadas concentram cerca da metade de todo o custo de oportunidade na Amazônia.

"O valor é baixo em praticamente 90% [das terras], principalmente aquelas para pecuária, porque têm uma rentabilidade muito baixa", afirma Moutinho. "Nas áreas altamente propícias à soja, com terreno plano, clima bem estabelecido, solo com características especificas para plantio do grão, seria preciso compensar muito mais para o proprietário deixar de ter atração por derrubar legalmente a floresta e plantar soja. Mas essas áreas são muito pequenas na Amazônia."

Pela proposta dos cientistas, a compensação aos proprietários de terra que abrirem mão da sua cota legal de desmatamento viria de um fundo criado especialmente para isso. E o plano propõe a criação de outros dois fundos: um para compensar povos da floresta que já preservam as áreas que ocupam, e outro para fortalecer a presença do governo na região, única forma de combater o desmatamento ilegal.

Bolsa-floresta

O fundo voltado a proprietários de terras, na verdade, seria o menor dos três. "A maior parte do recurso iria para os povos da floresta, que protegem mais de 40% da Amazônia em unidades de conservação, reservas extrativistas e terras indígenas", explica Moutinho. "O fundo governamental serviria para várias coisas, desde pagar programas de bolsa-floresta até investir na saúde de populações rurais, assistência técnica até políticas publicas. Seria um fundo para aumentar a governança, colocar o estado dentro da Amazônia e fortalecer sua presença lá."
Mas de onde surgiriam esses US$ 257 bilhões? Esse dinheiro, dizem os pesquisadores, pode vir do mercado de carbono criado pelo Protocolo de Kyoto para combate ao aquecimento global. No caso da Amazônia, reter os 47 bilhões de toneladas de carbono custaria cerca US$ 5,50 por tonelada.

O problema é que Kyoto, o acordo que está em vigor até 2012, não considera o desmatamento evitado passível de inclusão nas negociações. E não é à toa que o relatório do Woods Hole está sendo divulgado hoje, justamente na abertura da COP-13, a Décima Terceira Conferência das Partes da Convenção do Clima, em Bali.
*****

Idéia maluca ! mas se der certo seria interessante.

O problema, na minha opinião, é quer teria uma "corrida" para a compra de propriedades na amazônia.