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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Oito empresas emitem 63% de todo o CO2 industrial em São Paulo

Oito empresas emitem 63% de todo o CO2 industrial em São Paulo

Elas respondem por 18 milhões dos 29 milhões de toneladas por ano do principal gás causador do efeito estufa

Emilio Sant'Anna

Oito empresas são responsáveis por 63% de toda a emissão de CO2 das indústrias paulistas. Elas respondem por cerca de 18 milhões dos mais de 29 milhões de toneladas do principal gás responsável pelo efeito estufa emitidas todos os anos. No topo da lista está a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), responsável por 6,357 milhões de toneladas do gás lançado na atmosfera, em 2006.
A empresa de Cubatão é seguida por três refinarias da Petrobrás e uma petroquímica de Santo André. Completam o ranking das oito primeiras a Companhia Brasileira do Alumínio, a Votorantim Cimentos Brasil e a Rhodia, indústria química - todas no interior do Estado.
Os principais setores industriais responsáveis pelas emissões são o petroquímico, siderúrgico, de transformação e de minerais não metálicos. O resultado foi apresentado ontem pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Essa é a primeira vez que o governo do Estado divulga o nome dos principais emissores industriais. Para outros setores como agricultura, o estudo ainda será feito.
O levantamento listou as cem principias emissoras do Estado. Para isso, 379 empresas foram selecionadas e convidadas a preencher voluntariamente um questionário enviado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) - 329 delas responderam. 'As estimativas foram baseadas na metodologia usada pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas)', diz o secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano.
Fazem parte também desse levantamento empresas como a Gerdau Aços Longos, Camargo Corrêa Cimentos, Suzano Papel e Celulose, Basf e Monsanto do Brasil. Todas elas, porém, com emissões bem abaixo do 1,033 milhão de toneladas da Rhodia, a oitava da lista.
Em março, Graziano chegou a anunciar números preliminares, mas adiou a divulgação dos nomes dos principais emissores. A decisão foi resultado do pedido das empresas para corrigir informações enviadas à Cetesb.
Agora, a secretaria deve procurar essas empresas para discutir a formulação de projetos voluntários de diminuição das emissões de CO2. 'Isso não é punição para as empresas, mas dá instrumentos à Cetesb para se engajar nas negociações com elas', diz o secretário.
BOA NOTÍCIA
O relatório divide os 29 milhões de toneladas do gás, lançados na atmosfera em 2006, como provenientes da queima de combustível industrial e como resultado do processo de produção em si. Segundo Graziano, 77% do combustível utilizado é proveniente de fontes renováveis - uma boa notícia.
A proposta para a realização do relatório partiu do ex-secretário José Goldemberg e levou cerca de seis meses para se concretizar. O ex-secretário prevê que a redução de emissão de CO2 não será homogênea entre os setores listados pela pesquisa, mas considera que é possível chegar a um bom resultado. 'O que está sendo feito nos EUA é a identificação dos grandes emissores e o estabelecimento de metas', afirma. 'O que está sendo feito hoje em São Paulo nos coloca na mesma posição da Califórnia, o Estado mais avançado dos EUA nessa questão.'
Segundo ele, a tecnologia impedirá que esse processo seja barrado por interesses econômicos. O ex-secretário cita a redução na emissão de enxofre pelas indústrias americanas na década de 1980 como exemplo. 'Acabaram chegando a um processo barato para diminuir a quantidade de enxofre. Acredito que o mesmo vai acontecer com o CO2', diz.
Os próximos passos da secretaria devem ser a realização de um novo relatório com a emissão total no Estado, analisando os setores de transporte e agricultura, por exemplo. 'Ainda vamos avançar nesta área, pois essa conta não inclui as emissões que são resultado do consumo doméstico e comercial de combustíveis nem do uso do solo', diz Graziano.
De acordo com dados de 2006 da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apenas a emissão de CO2 proveniente do setor de transporte aéreo e viário foi de 49 milhões de toneladas no País. O óleo diesel foi responsável por 55% dessa emissão, a gasolina por 35% , e a querosene utilizada na aviação 10%.
O secretário descarta a adoção de medidas de incentivo fiscal para as empresas que começarem a reduzir as emissões. No entanto, diz que, num futuro próximo, isso pode se transformar em crédito acumulado. 'Elas teriam um atestado de que começaram a cortar a emissão antes de 2012.'

quarta-feira, 5 de março de 2008

Estudioso compara aquecimento global à escravidão nos EUA

Estudioso compara aquecimento global à escravidão nos EUA

Publicada em 03/03/2008 às 17h45mCatharina Epprecht - O Globo Online

RIO - O que é que o aquecimento global tem em comum com a escravidão? Pode parecer uma charada boba, mas resposta é séria e não tem muita graça. A argumentação a evitar um posicionamento mais ético dos EUA em relação aos dois problemas mostrou-se a mesma. É o que defende o pesquisador da Universidade de Amsterdã Marc D. Davidson, doutor em Filosofia, e que tem se especializado em questões que envolvem ética, economia e ambientalismo.
Davidson publicou um artigo em que afirma que a mão-de-obra escrava era tão importante para os Estados Unidos sulistas do século XIX quanto os combustíveis fósseis no século XXI. E mais: mantem-se o mesmo tipo de argumentação a refutar tanto o fim da escravidão no passado, quanto o Protocolo de Kioto hoje.
- Muitos economistas e estudiosos acham que seu trabalho é objetivo ou livre de valores. A maior parte, entretanto, pode apontar escolhas que são dúbias do ponto de vista moral - explica o acadêmico holandês, em entrevista, por email, ao GLOBO ONLINE.
Ele defende que o aquecimento global envolve questões éticas porque aqueles que geram os riscos não são os mesmos a lidar com eles, tanto no curto quanto no longo prazo.
Marc D. Davidson diz que sua pesquisa não tem um argumento científico "típico" e que, de alguma maneira, é até político:
- Mas meu ponto principal é o de que não há medida independente, objetiva, para se julgar moralmente abordagem dos riscos climáticos. A única maneira é comparar as atitudes em outros casos.
E essa comparação, diz ele, pode revelar a proteção de interesses.
- Acredito que o Congresso norte-americano esteja hoje protegendo os interesses dos EUA. Por vezes, isso é feito abertamente, como quando os congressistas dizem que não será assinado nenhum tratado sobre o clima que agrida sua economia. Mas na maior parte das vezes, é feito de maneira escamoteada, dizendo que há dúvidas em relação à cientificidade, exagerando os impactos econômicos etc - afirma.
E são esses subterfúgios (ou essa retórica) que ele expõe no artigo "Paralelos entre a argumentação reacionária dos debates congressistas dos EUA sobre a abolição da escravatura e o Protocolo de Kioto", publicado no periódico Climatic Change.
Retórica
A primeira "estratégia" identificada é inverter as reivindicações de mudança. "O que se advoga que seja ruim, na verdade é bom." Uma das citações que usa, do senador e vice-presidente John Caldwell Calhoun, para ilustrar o posicionamento do passado, é de dar vergonha: "A raça africana central (...) nunca existiu em condição tão confortável, respeitável ou civilizada, como a que desfruta nos Estados Sulistas."
Para os dias de hoje, a voz é dada ao senador Inhofe, chefe do Comitê de Trabalhos Públicos e Meio Ambiente (em 2003):
"Até agora, ninguém demostrou nenhuma prova científica de que a elevação da temperatura global chegará às previsões catastróficas dos alarmistas. Na verdade, parece que o oposto é a verdade, que o aumento da temperatura do globo tem efeitos benéficos em nossas vidas. (...) Numerosos estudos mostraram que o aquecimento global pode, na verdade, ser benéficos para a humanidade, (...) para o meio ambiente e para a economia."
Esse raciocínio abre espaço para o segundo. O de que os benefícios propostos pela nova política são duvidosos, de que a ciência (no caso do Protocolo de Kioto) ou a compreensão humana (no caso da abolição) ainda não alcançaram entendimento suficiente para garantir os resultados propostos por quem pede mudanças.
O pesquisador lembra, entretanto, que nem sempre há coerência nessa busca pelas provas: "O mesmo senador Inhofe que insistiu (...) numa completa certeza científica antes de aprovar fundos para combater o aquecimento do clima, encontrou justitificação suficiente em informações inconclusivas do serviço de inteligência dos EUA, contradizendo o inspetor chefe de armas da ONU, para começar a guerra no Iraque."
Por outro lado (argumento 3), defende-se que a mudança de parâmetros seria a ruína da economia e da segurança nacional. Nesse caso, as citações são cheias de números, cifrões e palavras negativistas (ruína, devastação, desemprego, escuridão...) De novo, o senador Inhofe chega a afirmar que "Kioto é uma arma econômica designada a destruir a competitividade e a superioridade econômica dos EUA."
Há ainda a discussão de que a mudança seria injusta com os EUA (ou com os Estados Sulistas, no caso da escravidão). Ao que Davidson cita a sugestão do Brasil de que no cálculo para futuras emissões fossem consideradas as emissões do passado. Nada mais justo? Para os países emergentes com certeza.
- Mas os EUA tem todo um conjunto de idéias e discursos a provar o contrário - aponta o pesquisador.
A quinta semelhança entre as discussões é a da soberania. A escravidão era tida como assunto doméstico, assim como "muitos congressistas americanos se horrorizaram com a idéia de órgãos supranacionais tenham voz em assuntos internos dos EUA, como o consumo de energia". E cita os senadores Hagel ("Corta o coração de nossa soberania nacional colocar uma autoridade internacional que sujeitaria os negócios e indústria americanos a sua autoridade. Nunca antes na história dessa nação livre isso aconteceu."); e Craig ("Nunca antes, permitiu-se que interesses estrangeiros ditassem on tanto de energia que os americanos podem usar."), além do enfático deputado Rohrabacher ("Não vou abrir mão da minha liberdade para uma cambada de funcionários desqualificados de outros países (...) Em 10 anos, todos esses órgãos serão liderados por povos corruptos do Terceiro Mundo que provavelmente serão subornados pela China Comunista.")
Por fim, argumenta-se que "ao se tentar beneficiar um grupo vulnerável, pode-se fazer mal a outros grupos vulneráveis", como as mulheres, que teriam de fazer trabalhos domésticos com o fim da escravidão e que, se comparadas aos escravos homens livres, teriam menos direitos na sociedade.

sábado, 1 de março de 2008

“O mundo deve ajudar o Brasil”

“O mundo deve ajudar o Brasil”, diz parlamentar inglês sobre meio ambiente
Em 27/02/2008

Participante do fórum da Globe (Organização Mundial de Legisladores para um Ambiente Equilibrado) Malcolm Bruce, membro liberal-democrático do parlamento do Reino Unido, afirmou que o mundo todo deveria contribuir para uma política de meio-ambiente sustentável no Brasil. O evento ocorreu em Brasília e reuniu legisladores dos países do G8, do Brasil, da China, da Índia, do México e da África do Sul (o G8+5).
“O Brasil tem um ecossistema incrível, importante não somente para o país, mas para o mundo inteiro. O que deve ser feito é encontrar vias para o desenvolvimento sustentável dessas regiões. Eu acredito que, uma vez que a preservação do meio-ambiente brasileiro é tão importante para todos, o mundo inteiro deveria contribuir para essa preservação de uma maneira ou de outra”, afirmou o parlamentar em entrevista ao Contas Abertas. O que se vê na execução orçamentária do Ministério do Meio Ambiente em 2007, no entanto, são baixas aplicações. A pasta gastou apenas 50% do valor autorizado no Orçamento Geral da União de 2007. Dos R$ 2,8 bilhões previstos, apenas R$ 1,4 bilhão foi pago, incluindo a quitação de dívidas contraídas em 2006.
Programas importantes tiveram baixa execução, como é o caso do “Amazônia sustentável”, em que Estados e municípios onde a Amazônia Legal está localizada são estimulados a usarem recursos naturais de forma sustentável. Dos R$ 20,5 milhões reservados para o projeto, apenas R$ 10,5 milhões foram gastos em 2007, incluindo os restos a pagar. Outro programa que teve baixa execução foi o de “Zoneamento ecológico-econômico”, que promove divisão de grandes áreas da Amazônia com base em suas situações sociais e ecológicas. Trata-se de uma forma de consolidar o processo de ocupação e o desenvolvimento sustentável da região. Dos R$ 10,7 milhões destinados ao programa, apenas 12% foram utilizados, o equivalente a R$ 1,3 milhão.
Globe
Mais de 100 parlamentares de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, França, Japão, Rússia, Brasil, China, Índia, México e África do Sul se reuniram no Itamaraty esta semana, em Brasília. Foram debatidas metas de redução das emissões de carbono pós-Protocolo de Kyoto, exploração sustentável de florestas, biocombustíveis e aquecimento global. As discussões têm sido ampliadas e o Brasil é tido como fundamental neste processo. A intenção do grupo é elaborar um documento com sugestões a serem apresentadas na próxima reunião de cúpula do G-8, em junho, no Japão.
A senadora Serys Slhessarenko foi coordenadora da delegação brasileira que participou do evento. Ela afirma que “as discussões no Brasil tiveram três aspectos principais: o desmatamento evitado, o comércio de carbono e, sobretudo, os biocombustíveis.” Temas, segundo ela, que não são abordados pelo Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. “Os debates devem, possivelmente, seguir até 2012”, afirma a senadora ao se referir à data em que o protocolo deixa de vigorar.
Fonte: Contas Abertas

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Derretendo !!!


Achei essa foto da campanha da WWF ( http://www.wwf.org.br/ ) muito bacana !

Abr

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Brasil evita emissão de 769 milhões de t de CO2

Brasil já evitou a emissão de 500 milhões de toneladas do dióxido de carbono (CO2) desde 2004 somente com a redução do desmatamento da floresta amazônica.
O Brasil já evitou a emissão de 500 milhões de toneladas do dióxido de carbono (CO2) desde 2004 somente com a redução do desmatamento da floresta amazônica, que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, apresenta taxa acumulada de 59% até agosto de 2007. A esses números devem-se somar os 269 milhões de toneladas evitadas ou a evitar até 2012 resultantes até agora de 255 mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) nacionais implantados de acordo com as normas do Protocolo de Kyoto. Os resultados passados do desmatamento e futuros de projetos produtivos (sem considerar eventuais novas reduções da derrubada de florestas) já somam, portanto, 769 milhões de toneladas não emitidas de CO2 ou seu equivalente em outros gases que causam o aquecimento global. A contribuição brasileira equivale a cerca de 20% de todas as emissões de gases estufa que os países industrializados terão de promover até 2012.
Depois de ver aprovada, ainda no âmbito de Kyoto, a proposta de criação do MDL, para que os países emergentes pudessem desenvolver e adotar tecnologias menos poluentes de produção, o Brasil propôs, na 13ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em dezembro, em Bali (Indonésia), a criação do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira, tamanha a importância da manutenção das florestas no combate ao efeito estufa.
Os dados mais recentes do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) registraram redução de 20% na taxa de desmatamento entre 31 de julho 2006 e 1º de agosto de 2007, o equivalente a 11.224 km2 no período.Desde março de 2004, a taxa do desmatamento registrou uma queda acumulada de 59%. Mas nos últimos meses do ano passado houve um forte aumento na derrubada de matas, levando o governo a adotar um plano com a participação de 13 ministérios, coordenado pela Casa Civil, de combate ao desmatamento a partir agora de 2008. O plano vai dar destaque aos 40 municípios detentores dos maiores índices de derrubada de matas, localizados no Pará, em Rondônia e no Mato Grosso.
O Ministério do Meio Ambiente espera, com o fundo de conservação, atrair recursos para transformar a redução das emissões por desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta. As iniciativas brasileiras buscam defender a manutenção do Protocolo de Kyoto depois de 2012, quando encerra o primeiro período de compromissos do tratado, com ajustes para tornar mais rígidas as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Entrevista Al Gore

Entrevista Al Gore

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Entenda o Protocolo de Kyoto

Entenda o Protocolo de Kyoto

O Protocolo de Kyoto foi o resultado da 3ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada no Japão, em 1997, após discussões que se estendiam desde 1990. A conferência reuniu representantes de 166 países para discutir providências em relação ao aquecimento global. O documento estabelece a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), que responde por 76% do total das emissões relacionadas ao aquecimento global, e outros gases do efeito estufa, nos países industrializados. Os signatários se comprometeriam a reduzir a emissão de poluentes em 5,2% em relação aos níveis de 1990. A redução seria feita em cotas diferenciadas de até 8%, entre 2008 e 2012.

Um aspecto importante do protocolo é que apenas os países ricos, são obrigados a reduzir suas emissões. Países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, grandes emissores de poluentes, podem participar do acordo, mas não são obrigados a nada. O conceito básico acertado para Kyoto é o da ''responsabilidade comum, porém diferenciada'' - o que significa que todos os países têm responsabilidade no combate ao aquecimento global, porém aqueles que mais contribuíram historicamente para o acúmulo de gases na atmosfera (ou seja, os países industrializados) têm obrigação maior de reduzir suas emissões.

Para entrar em vigor, porém, o documento precisa ser ratificado por pelo menos 55 países. Entre esses, devem constar aqueles que, juntos, produziam 55% do gás carbônico lançado na atmosfera em 1990. Embora a União Européia já tenha anunciado seu apoio ao protocolo, os Estados Unidos - o maior poluidor - se negam a assiná-lo. Sozinho, o país emite nada menos que 36% dos gases venenosos que criam o efeito estufa. Só nos últimos dez anos, a emissão de gases por parte dos Estados Unidos aumentou 10% e, segundo o protocolo, a emissão de gás carbônico deve dar um salto de 43% até 2020.

Os EUA desistiram do tratado em 2001, alegando que o pacto era caro demais e excluía de maneira injusta os países em desenvolvimento. O atual presidente americano, George W. Bush, alega ausência de provas de que o aquecimento global esteja relacionado à poluição industrial. Ele também argumenta que os cortes prejudicariam a economia do país, altamente dependente de combustíveis fósseis. Em vez de reduzir emissões, os EUA preferiram trilhar um caminho alternativo e apostar no desenvolvimento de tecnologias menos poluentes.

Rússia põe fim ao impasse

Em 2002, o impasse dava mostras de que poderia chegar ao fim com o apoio do Parlamento canadense, antes contrário ao documento. Só em 2004, no entanto, o pacto finalmente ganharia o pontapé final para a sua implementação com a adesão da Rússia. Para entrar em vigor e se tornar um regulamento internacional, o acordo precisava do apoio de um grupo de países que, juntos, respondessem por ao menos 55% das emissões de gases nocivos no mundo - com a entrada da Rússia, o segundo maior poluidor, responsável por 17% delas, a cota foi atingida. Até então, apesar da adesão de 127 países, a soma de emissões era de apenas 44%. Com a Rússia, esse índice chega a 61%.

Muito comemorada, a entrada da Rússia no entanto põe em evidência a questão do impacto do protocolo nas economias, motivo pelo qual a Austrália também se mantém de fora do acordo. O presidente russo Vladimir Putin só decidiu aderir ao descobrir que o pacto poderia servir de moeda de troca, junto à União Européia (a maior defensora do acordo), para seu ingresso na Organização Mundial do Comércio.

Agora, com a adesão da Rússia, os países que o assinaram terão de colocar em ação planos de substituição de energia para deter a escalada da fumaça que forma um cinturão de gases tóxicos na atmosfera. O acordo, ratificado por 141 países, entra em vigor em 16 de fevereiro de 2005, 90 dias após o processamento dos documentos da adesão da Rússia junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Austrália assina Protocolo de Kyoto

SÃO PAULO, 29 de Novembro de 2007 - Um dia após se eleger, o primeiro ministro australiano Kevin Rudd se encontrou com os oficiais do governo para discutir a ratificação do Protocolo de Kyoto, o pacto internacional para cortar a emissão dos gases causadores do efeito estufa.

Rudd prometeu integrar o tratado, deixando os Estados Unidos como a única nação industrializada a não fazer parte do acordo. Rubb também aceitou o convite de comparecer na conferência climática das Nações Unidas em Bali, Indonésia.

O trabalhista Rudd interrompeu os 11 anos de poder dos conservadores ao derrotar Jonh Howard, que era aliado do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na recusa em assinar o Protocolo de Kyoto. Mas a pior seca do século no país fez com que os aspectos ambientais se tornassem prioridade na campanha eleitoral.

A Austrália apresenta grande quantidade per capita de emissão de gases causadores do efeito estufa, porém os EUA têm as mais altas taxas de emissão. A expectativa é que a China ultrapasse os EUA na emissão de gases poluentes em 2007, mas países em desenvolvimento são isentos das restrições do Protocolo de Kyoto. Cerca de 170 nações já assinaram o tratado.

*****

2 dias de Blog e já temos ótimas notícias. ;-) !!
Agora vamos esperar a posição dos Estados Unidos. Vai rolar muita pressão.
Assina Bush !! Assina !! :-) !!

Variação de temperatura

Variação de temperatura na Terra de 1860 até 2004

Fonte : Climatic Research Unit da University of East Anglia e Hadley Centre da UK Meteorological Office.

Protocolo Kyoto

Ele está literalmente caga$*# para ele !!!




quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Brasil está entre líderes de reflorestamento, diz Unep

O Brasil já plantou 16 milhões de árvores neste ano e garantiu uma vaga entre os maiores reflorestadores do mundo, de acordo com a Unep, a agência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).
As informações fazem parte da iniciativa da ONU de plantar 1 bilhão de árvores em 2007 - proposta pela ambientalista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Nobel da Paz de 2004 - e já superada no ano.
A agência informou que mais de 1,5 bilhão de árvores foram plantadas.
"A iniciativa para catalizar o compromisso com a plantação de um bilhão de árvores foi bem-sucedida e inclusive ultrapassou a sua meta", disse o diretor da Unep, Achim Steiner.
A agência da ONU afirmou que a Etiópia foi a líder do ranking, com 700 milhões de árvores plantadas. O país hoje tem uma cobertura florestal de apenas 3% do seu território. Há alguns séculos, as florestas ocupavam 40% da área.
Entre os outros campeões do replantio em 2007 estão: México, com 217 milhões; Turquia, com 150 milhões; Quênia, cem milhões; Cuba, mais de 96 milhões; Ruanda, 50 milhões; Coréia do Sul, 43 milhões; Tunísia, 21 milhões; Marrocos e Mianmar, 20 milhões; e finalmente, Brasil, com 16 milhões.
Os países em desenvolvimento e pobres deixaram para trás os países ricos da Europa e da América do Norte, de acordo com os dados da Unep.
A Europa responde por pouco mais de 10% do total plantado, já a América do Norte, por apenas, 5,6%. A África foi o continente que mais plantou, com 60,4% do total.
Em seguida, vem a América Latina, com 27,4%.
A agência da ONU ressaltou o "entusiasmo" de cidadãos que, segundo a Unep, correspondem a metade dos plantadores. As empresas respondem por outros 13% do plantio.
A Unep destacou também que os governos da China, da Guatemala e da Espanha ainda não anunciaram o número de árvores plantadas no ano, mas devem acrescentar milhões à lista.
A Indonésia também anunciou que vai plantar 80 milhões de árvores antes do início da conferência sobre Mudança Climática da ONU, em Bali, na semana que vem.
A reunião vai discutir as bases de um acordo para limitar as emissões de gases do efeito estufa a partir de 2012, quando vence o Protocolo de Kyoto, que vigora atualmente e prevê reduções de emissões de carbono de 5% em relação aos níveis de 1990 até 2012.
A iniciativa do bilhão de árvores foi lançada há um ano, em Nairóbi, no Quênia.

Fonte oglobo.com.br